quinta-feira, 8 de abril de 2010
Lapso geracional
Depois do almoço, à beira da piscina do condomínio.
Odete, antes deitada, agora erguendo-se subitamente na espreguiçadeira - Ai, menina, que aflição! Olha lá, ali no alto, naquela sacada sem grade. Tem cada mãe que eu vou te contar!
Luana, enxugando os cabelos com uma toalha - O que? O que? Fala pra mim, num tô vendo nada... o sol tá bem na minha cara...
Odete, mais aliviada - agora apareceu... levou a menina embora. Bens a Deus, viu...
Tânia, com o olhar perdido – [riso chocho] Vocês sabem que a minha, quando era pequena, tinha uma mania engraçada de entrar escondida no quarto do irmão e atirar tudo o que encontrava pela janela? Às vezes ficava até chato, eu, me desculpando com os porteiros. [riso mais pronunciado]
Odete – Ahn? Ah... eu não quis nem saber, pus grade em todas as janelas do nosso apartamento. Meu filho também andava pela casa à noite e sabe lá o que podia...
Luana, agora acomodada na espreguiçadeira e com um chapéu de palha regulando a luz do sol – ... olha ... já eu não tive esse tipo de preocupação, viu? Não mesmo. Bati um papo com uma amiga minha psicóloga e ela me deu uma receitinha que eu faço sempre questão de repassar. É assim: quando a criança começar a ficar assim saidinha, não tenta brigar que não adianta. Chama ela até a pia (não no mármore, na bacia), faz ela se lembrar da malcriação (se possível repetir as palavras). Aí você pega um tomate e, então, espatifa ele com toda a força que você puder.
Odete e Tânia, assustadas - Na criança!?
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